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domingo, 2 de maio de 2010

Redenção

Engraçado como várias vezes buscamos redenção nos lugares errados, e pelos motivos errados. Nunca é por nós mesmos, mas sempre por outra pessoa, nos tirar da zona de conforto e nos fazer confrontar com nós mesmos.
Boring.


Ontem, depois de uma grande pausa, fui ao cinema. Vi A Estrada. Vimos, na verdade, mas isso não vem ao caso. O filme - que há algum tempo já tinha me chamado a atenção, com comentários pesados, sobre a brilhante atuação do Viggo Mortiesen e sobre o quão crua e limpa era a história - superou muito as minhas expectativas. Nada de um filme chato, indigesto ou tedioso, mas um filme tenso, que foi sumariamente ignorado pela grande academia.
Nem Viggo, nem o garoto [Kodi Smit-McPhee], nem mesmo Robert Duvall foram indicados. Duvall tem uma cena no filme, com um close e um texto, que me cegaram.
A fotografia do filme, sem nenhum dia de sol, sem verde, sempre aquele eterno cinza, me fez lembrar da, já, amada Curitiba.

Vale o ingresso, vale a história, vale o tempo.
E valeu a cia.


Do u carry the fire? 'Cause I'm carring the fire...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Realidade


Toda vez q fecho os olhos, imagens vem à minha cabeça. Imagens difusas, perdidas, borradas e nada claras. Toda vez q durmo, acordo sem saber se sonhei ou se me lembrei de algo. E sempre, sempre, desejo que sejam sonhos, ou melhor: pesadelos.
Acredito que por causa da incerteza, minha mente está sondando as piores possibilidades que existem e tornando meus medos em pesadelos, meus machucados em histórias bizarras e quase inacreditáveis. Quase, e é aí que reside o perigo.
Memórias, sonhos, medos, pesadelos, lembranças... são tantas as imagens, que me perco em mim mesmo, me perco sem saber o que é passado, o que é presente e o que nem aconteceu.
Achar o equilíbrio, dentro de mim, não tem sido uma tarefa fácil. Alinhar a consciência, alcançar um momento de paz... parecem coisas distantes, embora não sejam.

Cabeça com um zumbido constante. Um zumbido que me lembra algo... me lembra o quão frágil é a mente, o quão frágil somos nós, a ponto de mascarar algo de nós mesmo, de criar mil e um argumentos para no final termos menos do que tínhamos no começo. O trajeto da vida é grande, confuso e abalável.
Deixar que coisas [ou no meu caso imagens] nos faça perder o foco do objetivo e do prêmio final é algo tolo, mas todos nós não somos tolos?


domingo, 23 de novembro de 2008

Domingo? Como assim?

E lá vamos nós, rumo ao fim do ano, às festas, reuniões familiares e todo aquela celebração de vida e perdão.

ZZzzzzzZZzzzZZzzZZZ...

Antes disso acontecer, eu já me perdi num processo que sabia que ia perder, fiz o que achei certo e acredito que no final, irá valido a pena. Já me odeio pela atitude tomada, pelas coisas feitas mas não há mais nada que eu possa fazer, me convenci [e ainda acredito] que era o melhor.
Quando se tem alguém mto importante precisando de algo, o melhor que podemos fazer é ajudar, se for uma ajuda anônima e com o que fazemos de melhor, qual o problema? Consciência? Pq fez eu me sentir péssimo? Já fiz isso antes, nada de novo... não entendo quando mudei que passei a desgostar de minhas próprias atitudes.
Atitudes essas que sinceramente não me recordo plenamente. Na verdade, estou presumindo que fiz, pela convicção que saí casa: decido a ajudar e fazer o melhor para ajudar quem eu gosto. Mas a amnésia bateu, nada mais me lembro e a incerteza não é o que me consome. É a própria amnésia: o que eu posso ter feito que me deletou 24 horas da cabeça??? O que aconteceu com o meu sábado, se hoje já é domingo??
Bem no fundo eu sei as respostas... mas encontrá-las é um processo que agora não me encontro disposto a fazer. Não por medo das respostas, mas por medo de perder o pouco de sobriedade que tenho tido. Ou que achava que vinha tendo.

Texto vago e diretamente proporcional à minha confusão mental. Só espero ser perdoado por cada um dos meus pecados no final.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Hurt me, and then maybe I hate you.

Uma das coisas chatas de fim de namoro é a perda de alguém pra compartilhar a vida, as idéias, os medos e os planos. Uma das. Claro que existem inúmeras outras, mas a perda de alguém que te ouve, entende e briga por discordar das atitudes e não achar que escolhemos o melhor caminho, é sentida por um longo período.
Os amigos também tem essa função, claro, mas não se pode compartilhar com eles aquele plano de mochilar pela Europa pra comemorar a Lua de Mel, ou a decoração do apto [Ok, eu escolho o sofá, e a cama e tu as cores da parede].
Devaneios a parte, é complicado perder alguém que se importa conosco, não por interesse, mas por simplesmente querer nosso bem. Alguém que manda mensagem de boa noite ou só pra dizer que aquela cena de Friends que sempre falo passou hoje. Um telefonema sem razão, sem palavras, só com sentimento.
Isso acabou. O que sobrou foram e-mails discretos e simples, papos aleatórios e inúteis. Não que o inútil seja ruim, pelo contrário, tenho admiração pelo inútil. Acho fascinante a parte de simplesmente falar do que realmente entendo.

Mas porque o ciúme também não acabou?

Deve ser porque ainda existe sentimento em mim. E tem mesmo. E sempre terá. Amor não é uma chave liga/desliga, pelo menos não pra mim.
Admiro nossa persistência, coragem e confiança cega um no outro, mesmo parecendo que no final iremos nos magoar. Por vezes nos vejo tentamos fingir que não, que o ciúme não vai atrapalhar nossa, agora, amizade, mas a sensação de que iremos nos magoar ainda mais simplesmente não desaparece.

Somos mesmo de 2 mundos diferentes, Marte e Vênus na melhor forma. Cada um com seu rótulo e em lados opostos da mesma prateleira. É aterrorizante se parar pra pensar não vimos esses rótulos em nós mesmos. Eu fui eu, e fui visto sem minhas ações do passado, meus gostos, meus vícios, meus medos, fui visto nú de qualquer rótulo, fui visto como puro sentimento. E assim eu também vi. Nunca vi os rótulos, via alguém com a alma mais pura e inocente que eu poderia encontrar, alguém com uma luz no olhar e uma paz no sorriso, eu vi amor.

Hummpf.
Such a drama huh?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amigo de ex?

Nesse último relacionamento sei que não fiz nada de errado, fui o melhor namorado que se poderia pedir: romântico, atencioso, prestativo, simpático, envolvido, etc, etc, etc. Mas mesmo assim, acabou.
Ok, ok.
O motivo foi nobre, a conversa foi sincera, verdadeira.... mas nada disso tira o peso de que se fracassou, certo? Aquela sensação de perda, de vazio, de que não se tem mais ninguém pra conversar, se bem que eu não tenho mesmo, só por fone com meus amigos da área 48. Aqui na área 41, não tive a chance ou oportunidade de conhecer mais ninguém, me fechei no relacionamento e o mundo não me importava. Até agora.
Terminado o namoro, fiquei sem cia pra sair, desabafar, me distrair os pensamento e me fazer rir.

Mas a grande manifestação do post não é sobre isso, é sobre ser amigo de ex. Rola?

Assim, ao terminarmos o namoro optamos por continuarmos nos falando, sempre que possível, para contar novidades e continuarmos com a amizade que construímos ao longo do namoro, só que sem os benefícios. E hoje me vejo pior do que quando namorava.
Essa amizade não permite que eu seja eu mesmo, não posso reclamar, xingar, perguntar como tá a vida ou mesmo me importar com o rumo que está tomando. Parece que devo ser um poço de bom humor, de felicidade sem fim, de sorrisos e frases bonitas. Pois quer saber? Não sou assim, nunca fui.
Adoro discordar, debater e fazer as pessoas pensarem sobre si mesmas e suas vidas, isso me faz pensar na minha. Não acho cansativo debater o que está ruim, ou muito menos depressivo, mas acredito que conversando e obtendo outros pontos de vista se possa refletir e crescer.
E essa amizade tá me detonando. Quer saber? Não tô feliz em passear em shopping, ou sair pra conversar se não posso nem ao menos pegar na tua mão. Tens evitado meus olhares, e sinto que a sinceridade que sempre prezamos está desaparecendo, fadada ao fracasso como essa nossa dita amizade. Tenho feito de tudo pra ser teu amigo, te apoiar e te ajudar, mas não vejo um retorno sincero. Claro que ainda te amo, e te quero comigo, como poderia não querer? Mas tuas atitudes estranhas e impiedosas me chamam cada dia mais a atenção.
Não entendo como podes querer me mudar agora, nunca fui um poço de alegria, de sorrisos e simpatia. Sempre fui o lado prático do relaciomento, deixando contigo a parte social, e agora devo mudar pra te agradar?
Oi?

Amigo de ex... balela da boa. Amigo de ex, deve ser que nem papai noel e coelhinho da páscoa, um dia todo mundo acreditou que realmente existia, mas chega uma hora que caí por terra e não há mais nada a ser feito a não ser se conformar.

sábado, 18 de outubro de 2008

As vezes tudo o que precisamos na vida é um tempo. Tempo com nós mesmos, pra remoer, lamentar e... que mané remoer e lamentar o que!
Precisamos de um tempo pra aquietar nossas mentes, diminuir a velocidade dela e reorganizar pensamentos perdidos.
Um tempo pra fazermos o que queremos, sem ningupem dizer o que quer, o que espera, o que acha certo, errado. Um tempo away do mundo. Só com nossas vontades.
Ah, como é bom.... no começo.
No 1o dia, não fazemos nada. O dia passa que é uma beleza.
No 2o dia, não dá pra não fazer nada, de novo. Procuramos o que fazer. Mas o que fazer? Com quem? Ah, sozinho, claro, tô away. O que eu quero fazer? O que eu gosto de fazer? OMFG, quem sou eu?
Ok, ok... não é bem assim, mas pra ficar away do mundo, o auto conhecimento pleno é um requisito. Como ficar sozinho por tempo indeterminado se não se tem idéia de quem é você, quais seus sonhos, medos, receios, desejos, fantasias sexuais.
Colocar as idéias em dia, estar em contato consigo mesmo, se escutar num mundo tão barulhento e rápido quanto o nosso não é tarefa fácil, mas é necessário.

Eu, bom... eu sou um apático sociopata. Um apaixonado por problemas e sem jeito com palavras. Nada mais me lembro.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Love is a sweet melody


Agosto passou.
Setembro passou.
E outubro chegou.
Meio óbvio, afinal essa é a ordem dos meses, não faria sentido nenhum, se pra mim não fizesse todo o sentido.
Agosto foi bom. Setembro foi ótimo. E qdo imaginei que Outubro seria maravilho, uma prévia para o fim do ano, me deparo com o surreal.
Sim, surreal. Essa é a palavra que define tudo, mas sem se fazer entender.

Eu ... entendo.
Sempre entendi, e apoiei. Achei que quando o surrealismo batesse na porta, seria em outra circunstância. Não assim.
O surreal consegue mexer, porque com ele vêm o medo do inesperado, do desconhecido, do não lógico. O medo de perder o que mais se preza, medo de perder a rotina.
Medo de se perder.

Eu?

Eu vou me perder.
Me conheço tão bem, que sei quando, onde e porque irei me perder.
E se me perder, provavelmente perderei o resto.
Mas já não perdi para o surrealismo?
Força é essencial no momento, mas ser forte pra que?
Porque?
Pra mim?
Por ti?
Por nós?

Hummpf

Me ensinaram há pouco tempo, que o que o homem tira Deus dá em dobro. Mas e agora, quem me dará em dobro, se do meu ponto de vista quem tira de mim é Deus e seu fucking surrealismo?
Não quero parecer hérege, ateu ou whatsoever. Quero entender, para aprender e assim não me perder.

Não quero te perder.

Não quero nos perder.

Mas quando um não quer, um sempre se perde. Que seja eu. Afinal conheço o caminho da perdição, seus efeitos e suas seduções.

It's party time all over, except here.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

tempo, tempo, mano velho

E lá se passou quase um mês desde meu último post por aqui. Tempo passa, tempo voa MESMO!

Tantas coisas aconteceram, desaconteceram e agora a mais nova jornada desse blogueiro é encontrar um roteiro de viagem barato, bacana e diversificado. O roteiro deve incluir uma cidade com pontos turísticos, acesso fácil, temperatura amena e um bom hostel. Atualmente a lista conta com as opções:
  1. Buenos Aires
  2. Foz do Iguaçu
  3. Ilha do Mel
  4. Paraty
Cada cidade tem o seu atrativo.
Ó vida, ó céus.
Tô sentindo que vou incluir uma 5a opção, e ir pra lá mesmo. Adivinha qual???

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Look after me

Tempos de calmaria. Coisa boa, hora de curtir o que se tem. Mesmo sempre pedindo mais e nunca estando contente, é tempo de curtir os pequenos momentos da vida, ainda mais quando o estado civíl do orkut marca: "namorando".
Mas um 'namorando' sincero, não pra pôr ciúmes em alguém ou whatever. Um 'namorando' real, gostoso e bem resolvido, pelo menos até a próxima briga por algo que, provavelmente, será inútil. Mas até lá, só resta curtir cada minuto, cada sorriso, cada piscada, cada simples gesto que nos faz relembrar porque diabos trocamos o estado civíl do orkut.




Final de semana é um período de, como cantam os Hot Chips, "... you look after me, I look after you ...". Seja como for, onde for e pra que for. Um amor bem cuidado resiste mais a tempestades e tormentas. Um amor bem nutrito, alimentado e honesto with each other é essêncial.


Independente de tudo isso, relacionamentos nada mais são do que um cuidando do outro, auxiliando, opinando e oferecendo palavras boas num dia péssimo, um beijo de boa noite e um olhar apaixonado em momentos inadequados. [E temos isso, não temos?]
Termino o post agradecendo pelos maravilhosos 4 meses de auto-conhecimento, emoções, viagens, confiança, sinceridade, sexo, amor e honestidade.

sábado, 19 de julho de 2008

Perguntas retóricas de uma mente confusa

E agora?
Ainda tenho chance de mudar, ou será que já me tornei aquele que sempre critiquei e nunca apoiei? Será que realmente sou um ceifador de relacionamentos? Auto-destrutivo e impiedoso?
Seria esse o momento em que me renderei novamente à medicina em busca de equilíbrio interno?

Porque é tão complicado ser um só?

Me perco em fases, humores, apatias, sociopatias, bipolaridades e sempre busquei ser fiel a mim mesmo, mas quem sou eu? Qual dos extremos da bipolaridade sou eu?
Só tenho em mente com quem não quero ser parecido, mas todos pagamos a língua certo? Me tornei então um obsessivo compulsivo no trajeto e vivendo o lado oposto nos relacionamentos?
Isso faz parte do conhecido ciclo da vida[/simba]?

Meu primeiro sábado de merecidas férias e o existencialismo está ao lado, fumando um cigarro e me dizendo coisas absurdas, porém verdadeiras. Pedindo uma xícara de café, como se anunciando que o papo será longo.
Não espero resposta pra nenhuma das perguntas acima, convivo com algumas delas há algum tempo e pra algumas perguntas retóricas o silêncio é a melhor resposta. Demonstra reflexão ou simplesmente confusão.

Final de semana será longo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Billie Jean is not my lover



Ridículo não é expor meu ponto de vista e minha não infundada raiva, ridículo é ter que fazer isso pela segunda vez pelo mesmo motivo e ouvir que estou errado.
Que liberdade é essa? Quem deu essa liberdade, de novo? Prefiro cortar asas antes que elas cresçam demais. E não por falta de confiança ou whatever, confio sim, mas só não sou otário sem atitude.
Tô com raiva sim. Tô realmente muito irritado e sabe o pior? Não é por causa do ocorrido em si, mas pela tentativa de conversar. Tentei dialogar duas vezes e tudo o que tive de resposta foram risadas, como se fosse a coisa mais natural.
Ah, me poupe né?
Rir na minha cara, de uma situação dessa? Não tendo um argumento pra defesa?
Tsc, tsc, tsc
Meus argumentos estão muito bem esclarecidos e expostos. E não vou aceitar discutir sobre isso uma terceira vez. Já nem acredito que estou discutindo isso pela segunda, é como eu tentei dizer: a vida é feita de escolhas, ou vai brigar comigo pra provar que estou errado ou briga com todo o motivo e põe um ponto final nesse estresse realmente ridículo e desnecessário.
Isso sim é ridículo: ser repetitivo, ter razão da primeira vez e aparentemente estar errado na segunda.
Sem argumentos.
Pufff...
Afinal uma amizade normal não acontece com uma pessoa louca, ou acontece?
Ah, mas vai entender...
É tudo ridículo mesmo...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

0.2

Até há algum tempo não tinha parado pra pensar na importância de 0.2 no mundo. Afinal não é 0.0 mas também não é 0.5. Entre as pesquisas de ibope há uma margem de erro, mas também não é de 0.2, e sim de 1.0.
Então qual a importância de um 0.2?
Bom, como disse no começo, pessoalmente ainda não tinha reparado na importância dele, mas nessa última semana, descobri que 0.2 define se um professor vai com a tua cara ou não. Álias, define que o professor definitivamente não vai com a tua cara, já que se ele tivesse ido a importância desse número continuaria desconhecida, esquecida ou mesmo ignorada.
Estranho pensar que esse 0.2 em questão define minha personalidade e atuação em sala de aula, mais estranho ainda considerando que ele é negativo. Esse 0.2 me marcou, pois não sou um aluno digno de um 0.2. Devo passar com meus méritos, e eles foram 0.2 abaixo da expectativa do dito professor.
E pensar que só preciso retorna à faculdade por conta de 0.2, na matéria que mais entendo, mais gosto e que por puro descaso, menos me dediquei. É, nas minhas contas, os acasos do destino valem aproximadamente 0.2.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Isso é um assalto!

Fui no mercado comprar café, e uma formiguinha subiu no pé.
Fui no mercado comprar tomate, o quilo tava R$10,98 e me senti roubado! Ok, não rimou, mas e a indignação de se pagar quase R$11 por cada quilograma da fruta [tomate é fruta, certo?]? Depois reclamamos da inflação, dos pedintes, dos mendigos e dos pobres que passam fome, mas como podem comer com o tomate a esse preço? Quem compra tomate ao invés de molho pronto [R$0.99 no mesmo mercado - Mercado esse que por anos, me iludiu com seu símbolo, mas fica pra outro post.]

Esse fato acabou me recordando de um daqueles livros, de leitura obrigatória para a 4a série, para a tal ficha de leitura e posterior discussão em sala:
Depois de ter tomado a bronca por ter gasto uma ficha de leitura com um livro dos "Duck Tales", onde a professora, com um ar sarcástico, me repreendeu:
"Vais querer me contar a história do Tio Patinhas?"
Para, recuperar a reputação, li então um livro, com um apelo político [ou não na época]. O nome não me recordo, mas todo ele se passava em um feira, onde a personagem do livro, ao ver o, exorbitante, preço de alguma verdura/fruta/legume [nossa, que vibe LeiLo: "nada mais me lembro!!"] fala em alto e bom som: "Isso é um assalto!" e causa O pânico na feira.

Me pergunto qual seria a reação da personagem ao ver o estratosférico preço, supracitado, do tomate? Iria ela desmaiar, gritar, fazer uma abaixo assinado ou um protesto com direito a placas em frente ao mercado?

Teria esse preço do tomate, relação com a má safra? Houve uma má safra? Não era o arroz que tava prejudicado e com risco de acabar? O tomate foi um ataque surpresa?
Confuso não?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Quase sem querer...

E quando não há nada mais pra se fazer? E quando simplesmente acabam as opções e não há como voltar atrás nas decisões? E quando as frases ditas não podem ser retiradas, sem deixar mágoa, receio ou desconfiança? E se amar já não for o bastante? E se viver de amor já não dá os mesmos frutos? Como sobreviver?
Não há resposta fácil ou muito menos uma resposta geral, só há a experiência de vida, o bom senso, a razão e o coração. O que geralmente não é fácil, já que a razão diz uma coisa e o coração diz outra.
Hummpf...
Nessas horas, o que fortalece é a força de vontade, a determinação, a coragem e o auto-conhecimento. Geralmente as dúvidas não existem em outras pessoas se não em você. Geralmente o problema, e a solução dele, está em você. Só com determinação e coragem se segue em frente sem saber o que encarar, só com auto-conhecimento se encontra o problema a tempo, antes da auto-destruição. Só com amor se supera os obstáculos.
Mas só o amor salva? O amor supera outras necessidades? O amor supre a falta de entendimento e compatibilidade?

*Honestamente, espero que sim.
*E mais honestamente, espero que seja comigo, porque pelo menos poderei trabalhar isso na terapia e ver resultados!

segunda-feira, 12 de maio de 2008


Dia das mães já foi. E com ele algumas confusões que merecem ser esquecidas, como o caso de Andréia Albertini [também conhecida como a traveca que saiu com um famoso jogador de futebol]. Tá na hora de nosso País criar vergonha e debater sobre assuntos sérios. Vivemos de coqueluches, primeiro o caso Isabela, logo após o Padre Adelir Voador e agora esse caso.
Ok, o caso é antigo, mas vai dizer que assim como os antecessores não tá rendendo? E a crise na bolsa de valores? A CPI no congresso? O terremoto na área tibetana da China? É, pois é. Existem outras coisas acontecendo não só no nosso País, mas também no mundo. E conosco. Bom, pelo menos comigo tem várias coisas acontecendo: namoro, troca de emprego [again], entre outras.



* Ah, namoro vai bem, obrigado. Muito bem na verdade.
** Imagem nada a ver com o texto, mas pra matar a saudade.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Palpites

"...
Tô com saudades de você, debaixo do meu cobertor,
de te arrancar suspiros, fazer amor.
Tô com saudades de você, na varanda em noite quente
E o arrepio frio que dá na gente.
Truque do desejo.
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só
..."

quarta-feira, 7 de maio de 2008

I Miss U already

Quem nunca viveu aquela velha frase que diz 'só achamos algo, quando paramos de procurar' que atire o 1o comentário! Desde chaves, canetas até coisas mais complexas como empregos e relacionamentos, tudo parece ser encontrado mais facilmente quando não estamos atentos, pelo simples motivo que vivemos a vida sem esperar, e então aparece e "Opa! Não é que tava perdido? Nem tinha dado por falta ainda, tão ocupado estava tratando de outros assuntos de minha vida".
E então é hora de adaptar a vida para o novo elemento, hora de ver se realmente é útil ou se é possível viver sem. Mostrar aos familiares, amigos, conhecidos e ouvir comentários positivos ou negativos.
Mas, vem cá, os comentários importam mesmo? Na verdade não, eles não fazem diferença, não mudam as decisões tomadas, porém ter um apoio e a certeza que os instintos não estão falhos é sempre agradável.
E no processo aproveita-se para matar a saudade de velhas piadas, lembrar histórias e criar inúmeros momentos calça curta x-rated numa balada estranha, perfeita e cheia de tipos exóticos e exógenos.
Hora de ficar, por aqui, no meu quadrado nublado, enciumado e certo das escolhas e do rumo da vida. Da minha vida.

sábado, 12 de abril de 2008

Jesus, Mary, Joseph ... & the camel



* Uma imagem vale bem mais do que várias palavras;
** Eu sinto o cheiro daqui...
*** Foto carnaval Rio 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Desabafo

Engraçado como minha vida mudou nos últimos meses, longe de amigos, ou de supostos amigos, percebi com quem posso contar e quem devo descartar. Quem me conhece e entende, quem só quer algo em troca e principalmente com quem posso conversar de tudo.
Estabilidade zero, assim tenho vivido nos últimos meses. Trocando de emprego, sempre pra algo melhor, claro, gera um grande incomodo*, é toda uma questão de fazer entrevistas, correr atrás de documentos, acostumar com o novo ambiente, novas tarefas e novo chefe, pra logo em seguida refazer os mesmos passos.
Não reclamo da minha atual falta de tempo para as banalidades [mesmo porque elas continuam ocorrendo], nem do atual nível de estresse, ou da correria em que vivo constantemente. Tive um bom período sabático [já citado nesse blog] que não me deixará reclamar de nada pelos próximos anos. Minha única reclamação no momento é em relação a como meu corpo não tolera essas mudanças.
Sim, meu organismo não acostuma com tantas mudanças e venho sofrendo constantes crises de labirintite, gripe, sinusite e afins. Um corpo debilitado não é um corpo funcional e muito menos produtivo.
Complexos vitamínicos não funcionam do jeito desejado e me encontro mudando não só de emprego, mas também de sintomas: eternas dores de cabeça, visão turva, ânsias e tonteiras.


* sem acento mesmo! Pra dar ênfase;
** hora do desabafo terminou, começou a hora de terminar relatórios;
*** Post reclamão né? De barriga cheia. Tsc, tsc, tsc. Deletar a melhor opção seria???

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Farra do boi

Depois de uma Páscoa abusiva em relação ao consumo de álcool diário, hora de tratar de um assunto sério: Farra do boi, uma prática comum no meu estado natal, Santa Catarina.
A farra do boi é uma prática realizada na semana santa, uma tradição dos açorianos que ainda é muito popular. Consiste em soltar um boi e "brincar" com ele até sua morte. Quase uma tourada de pobre, onde no final, após a morte do boi, há um grande churrasco, daqueles que a 'bera' fica gelando dentro de uma caixa-d'água.
Para alguns a tal farra é realmente uma farra, uma festa, onde fugir do boi e tentar acertá-lo com um pedaço de pau é o grande destaque. Para outros, o fato de se torturar o animal é algo impensável e impraticável, e abominam a idéia de tal prática existir.
Na realidade, a farra é simplesmente algo ilegal, já que foi proibida em 1997, mas ainda hoje ocorre. Um brincadeira cruel, feita pelo homem contra o animal, originada há mais de 200 anos, quando não se havia nenhum tipo de esclarecimento ou grupos ativistas em defesa de animais.
Lembrando que pescar golfinhos e baleias é uma tradição, praticada até hoje no japão; Caçar focas é questão de sobrevivência no Alasca; há ainda touradas na espanha e por aí segue.


* Põe aí, nessa sua cabecinha, que nem toda brincadeira precisa ser cruel.
** Aproveita e põe também que a vida é uma só, seja ela de um animal ou sua.
*** pausa-pré-final-do-post: Leozinho e Parcionik destruíram meus pés, minha cabeça e meu fígado.
**** Troca-se coração semi-novo, único dono, em perfeito funcionamento [graças a horas de malhação e corridas diárias] por um fígado, de preferência em perfeitas condições de uso.