terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Realidade


Toda vez q fecho os olhos, imagens vem à minha cabeça. Imagens difusas, perdidas, borradas e nada claras. Toda vez q durmo, acordo sem saber se sonhei ou se me lembrei de algo. E sempre, sempre, desejo que sejam sonhos, ou melhor: pesadelos.
Acredito que por causa da incerteza, minha mente está sondando as piores possibilidades que existem e tornando meus medos em pesadelos, meus machucados em histórias bizarras e quase inacreditáveis. Quase, e é aí que reside o perigo.
Memórias, sonhos, medos, pesadelos, lembranças... são tantas as imagens, que me perco em mim mesmo, me perco sem saber o que é passado, o que é presente e o que nem aconteceu.
Achar o equilíbrio, dentro de mim, não tem sido uma tarefa fácil. Alinhar a consciência, alcançar um momento de paz... parecem coisas distantes, embora não sejam.

Cabeça com um zumbido constante. Um zumbido que me lembra algo... me lembra o quão frágil é a mente, o quão frágil somos nós, a ponto de mascarar algo de nós mesmo, de criar mil e um argumentos para no final termos menos do que tínhamos no começo. O trajeto da vida é grande, confuso e abalável.
Deixar que coisas [ou no meu caso imagens] nos faça perder o foco do objetivo e do prêmio final é algo tolo, mas todos nós não somos tolos?


domingo, 23 de novembro de 2008

Domingo? Como assim?

E lá vamos nós, rumo ao fim do ano, às festas, reuniões familiares e todo aquela celebração de vida e perdão.

ZZzzzzzZZzzzZZzzZZZ...

Antes disso acontecer, eu já me perdi num processo que sabia que ia perder, fiz o que achei certo e acredito que no final, irá valido a pena. Já me odeio pela atitude tomada, pelas coisas feitas mas não há mais nada que eu possa fazer, me convenci [e ainda acredito] que era o melhor.
Quando se tem alguém mto importante precisando de algo, o melhor que podemos fazer é ajudar, se for uma ajuda anônima e com o que fazemos de melhor, qual o problema? Consciência? Pq fez eu me sentir péssimo? Já fiz isso antes, nada de novo... não entendo quando mudei que passei a desgostar de minhas próprias atitudes.
Atitudes essas que sinceramente não me recordo plenamente. Na verdade, estou presumindo que fiz, pela convicção que saí casa: decido a ajudar e fazer o melhor para ajudar quem eu gosto. Mas a amnésia bateu, nada mais me lembro e a incerteza não é o que me consome. É a própria amnésia: o que eu posso ter feito que me deletou 24 horas da cabeça??? O que aconteceu com o meu sábado, se hoje já é domingo??
Bem no fundo eu sei as respostas... mas encontrá-las é um processo que agora não me encontro disposto a fazer. Não por medo das respostas, mas por medo de perder o pouco de sobriedade que tenho tido. Ou que achava que vinha tendo.

Texto vago e diretamente proporcional à minha confusão mental. Só espero ser perdoado por cada um dos meus pecados no final.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Hurt me, and then maybe I hate you.

Uma das coisas chatas de fim de namoro é a perda de alguém pra compartilhar a vida, as idéias, os medos e os planos. Uma das. Claro que existem inúmeras outras, mas a perda de alguém que te ouve, entende e briga por discordar das atitudes e não achar que escolhemos o melhor caminho, é sentida por um longo período.
Os amigos também tem essa função, claro, mas não se pode compartilhar com eles aquele plano de mochilar pela Europa pra comemorar a Lua de Mel, ou a decoração do apto [Ok, eu escolho o sofá, e a cama e tu as cores da parede].
Devaneios a parte, é complicado perder alguém que se importa conosco, não por interesse, mas por simplesmente querer nosso bem. Alguém que manda mensagem de boa noite ou só pra dizer que aquela cena de Friends que sempre falo passou hoje. Um telefonema sem razão, sem palavras, só com sentimento.
Isso acabou. O que sobrou foram e-mails discretos e simples, papos aleatórios e inúteis. Não que o inútil seja ruim, pelo contrário, tenho admiração pelo inútil. Acho fascinante a parte de simplesmente falar do que realmente entendo.

Mas porque o ciúme também não acabou?

Deve ser porque ainda existe sentimento em mim. E tem mesmo. E sempre terá. Amor não é uma chave liga/desliga, pelo menos não pra mim.
Admiro nossa persistência, coragem e confiança cega um no outro, mesmo parecendo que no final iremos nos magoar. Por vezes nos vejo tentamos fingir que não, que o ciúme não vai atrapalhar nossa, agora, amizade, mas a sensação de que iremos nos magoar ainda mais simplesmente não desaparece.

Somos mesmo de 2 mundos diferentes, Marte e Vênus na melhor forma. Cada um com seu rótulo e em lados opostos da mesma prateleira. É aterrorizante se parar pra pensar não vimos esses rótulos em nós mesmos. Eu fui eu, e fui visto sem minhas ações do passado, meus gostos, meus vícios, meus medos, fui visto nú de qualquer rótulo, fui visto como puro sentimento. E assim eu também vi. Nunca vi os rótulos, via alguém com a alma mais pura e inocente que eu poderia encontrar, alguém com uma luz no olhar e uma paz no sorriso, eu vi amor.

Hummpf.
Such a drama huh?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amigo de ex?

Nesse último relacionamento sei que não fiz nada de errado, fui o melhor namorado que se poderia pedir: romântico, atencioso, prestativo, simpático, envolvido, etc, etc, etc. Mas mesmo assim, acabou.
Ok, ok.
O motivo foi nobre, a conversa foi sincera, verdadeira.... mas nada disso tira o peso de que se fracassou, certo? Aquela sensação de perda, de vazio, de que não se tem mais ninguém pra conversar, se bem que eu não tenho mesmo, só por fone com meus amigos da área 48. Aqui na área 41, não tive a chance ou oportunidade de conhecer mais ninguém, me fechei no relacionamento e o mundo não me importava. Até agora.
Terminado o namoro, fiquei sem cia pra sair, desabafar, me distrair os pensamento e me fazer rir.

Mas a grande manifestação do post não é sobre isso, é sobre ser amigo de ex. Rola?

Assim, ao terminarmos o namoro optamos por continuarmos nos falando, sempre que possível, para contar novidades e continuarmos com a amizade que construímos ao longo do namoro, só que sem os benefícios. E hoje me vejo pior do que quando namorava.
Essa amizade não permite que eu seja eu mesmo, não posso reclamar, xingar, perguntar como tá a vida ou mesmo me importar com o rumo que está tomando. Parece que devo ser um poço de bom humor, de felicidade sem fim, de sorrisos e frases bonitas. Pois quer saber? Não sou assim, nunca fui.
Adoro discordar, debater e fazer as pessoas pensarem sobre si mesmas e suas vidas, isso me faz pensar na minha. Não acho cansativo debater o que está ruim, ou muito menos depressivo, mas acredito que conversando e obtendo outros pontos de vista se possa refletir e crescer.
E essa amizade tá me detonando. Quer saber? Não tô feliz em passear em shopping, ou sair pra conversar se não posso nem ao menos pegar na tua mão. Tens evitado meus olhares, e sinto que a sinceridade que sempre prezamos está desaparecendo, fadada ao fracasso como essa nossa dita amizade. Tenho feito de tudo pra ser teu amigo, te apoiar e te ajudar, mas não vejo um retorno sincero. Claro que ainda te amo, e te quero comigo, como poderia não querer? Mas tuas atitudes estranhas e impiedosas me chamam cada dia mais a atenção.
Não entendo como podes querer me mudar agora, nunca fui um poço de alegria, de sorrisos e simpatia. Sempre fui o lado prático do relaciomento, deixando contigo a parte social, e agora devo mudar pra te agradar?
Oi?

Amigo de ex... balela da boa. Amigo de ex, deve ser que nem papai noel e coelhinho da páscoa, um dia todo mundo acreditou que realmente existia, mas chega uma hora que caí por terra e não há mais nada a ser feito a não ser se conformar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Desabafo


"Bom dia calça!"
"Bom dia porque caralho?"

AAAAAAAh!!!
Que vontade de gritar, de xingar o mundo, de amaldiçoar a todos!

Hoje acordei me sentindo um lixo, um idiota, um verdadeiro loser. Conforme as horas iam passando e o telefone não tocava, e ninguém parecia me ver, a sensação piorou. Até que eu resolvi ligar. E liguei, pra pessoa errada.
Desliguei me sentindo pior do que antes da ligação, além de loser, um fraco.

Não sinto medo das mudanças, não tô triste, tão pouco depressivo. Tô desanimado, cansado, desiludido.

Maldito surrealismo.
Porra de mudança.
Que não deixam a felicidade a meu lado. Sei que ela tá em algum lugar, escondida, receosa de aparecer, mas agora tô tão cansado pra brincar de esconder, que vou deixar ela lá, onde quer que esteja e ficar parado um pouco. Deixando meu barco da vida ser levado pela correnteza, só por hoje. Por amanhã. Por esse mês.

Eu já procurei a felicidade por todos os lados, nada na minha esquerda ou direita. À frente é tudo turvo e quando olho pra trás vejo um par de olhos azuis que me trazem força, coragem... mas ao mesmo tempo fraqueza e incerteza.

Então vai barco, vai. Segue a correnteza um pouco, enquanto eu respiro, fortaleço meus braços pra te colocar de novo no rumo, eu e tu.

sábado, 18 de outubro de 2008

As vezes tudo o que precisamos na vida é um tempo. Tempo com nós mesmos, pra remoer, lamentar e... que mané remoer e lamentar o que!
Precisamos de um tempo pra aquietar nossas mentes, diminuir a velocidade dela e reorganizar pensamentos perdidos.
Um tempo pra fazermos o que queremos, sem ningupem dizer o que quer, o que espera, o que acha certo, errado. Um tempo away do mundo. Só com nossas vontades.
Ah, como é bom.... no começo.
No 1o dia, não fazemos nada. O dia passa que é uma beleza.
No 2o dia, não dá pra não fazer nada, de novo. Procuramos o que fazer. Mas o que fazer? Com quem? Ah, sozinho, claro, tô away. O que eu quero fazer? O que eu gosto de fazer? OMFG, quem sou eu?
Ok, ok... não é bem assim, mas pra ficar away do mundo, o auto conhecimento pleno é um requisito. Como ficar sozinho por tempo indeterminado se não se tem idéia de quem é você, quais seus sonhos, medos, receios, desejos, fantasias sexuais.
Colocar as idéias em dia, estar em contato consigo mesmo, se escutar num mundo tão barulhento e rápido quanto o nosso não é tarefa fácil, mas é necessário.

Eu, bom... eu sou um apático sociopata. Um apaixonado por problemas e sem jeito com palavras. Nada mais me lembro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira


Sem muito o que falar, além de que o filme valeu todo o esforço feito pra vê-lo.

Pesado, chocante e bruto. Ótima direção, fotografia e interpretações. Recomendo o livro, eu acho.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

E o dia segue, com aquele tempo típico de Curitiba, um frio de congelar o cabelo.

A falta de uma boa noite de sono, a sensação de que vivo atualmente um sonho de mal gosto e o surrealismo não deixam minha casa.
Pensamentos ecoam pela mente, sem fazer nexo. Só interrompendo meu sono, para me trazer de volta à essa realidade. A realidade alternativa em que me encontro. Preciso voltar ao meu lugar de origem, ao meu mundo, ao meu verdadeiro eu.

O bipolarismo cresce, na mesma medida que a consulta médica se aproxima. Sorte? Não tenho certeza. Escrever algo contínuo, na mesma linha de raciocínio lógico é inviável.

Perplexo. Confiante. Aliviado. Apaixonado. Solitário. Alegre. Temeroso.

No fundo, há uma voz, que faz perguntas cujas respostas eu não tenho vontade de pensar. Voz insistente, esganiçada. Xingando meu passado, amaldiçando meu presente e prevendo meu futuro. Voz que conheço muito bem, uma voz externa que me acompanha.

Estado de espiríto ótimo, contrariando as expectativas e até mesmo a mim.

Que o surrealismo fale, grite, que essa realidade alternativa se torne minha nova casa. Que eu consiga fazer o que aquele e-mail sugeriu. Álias, obrigado pelo e-mail. 2 linhas, 15 palavras e uma mudança comportamental, psicológica, mental e sentimental que me deixou assim, novamente apático.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Love is a sweet melody


Agosto passou.
Setembro passou.
E outubro chegou.
Meio óbvio, afinal essa é a ordem dos meses, não faria sentido nenhum, se pra mim não fizesse todo o sentido.
Agosto foi bom. Setembro foi ótimo. E qdo imaginei que Outubro seria maravilho, uma prévia para o fim do ano, me deparo com o surreal.
Sim, surreal. Essa é a palavra que define tudo, mas sem se fazer entender.

Eu ... entendo.
Sempre entendi, e apoiei. Achei que quando o surrealismo batesse na porta, seria em outra circunstância. Não assim.
O surreal consegue mexer, porque com ele vêm o medo do inesperado, do desconhecido, do não lógico. O medo de perder o que mais se preza, medo de perder a rotina.
Medo de se perder.

Eu?

Eu vou me perder.
Me conheço tão bem, que sei quando, onde e porque irei me perder.
E se me perder, provavelmente perderei o resto.
Mas já não perdi para o surrealismo?
Força é essencial no momento, mas ser forte pra que?
Porque?
Pra mim?
Por ti?
Por nós?

Hummpf

Me ensinaram há pouco tempo, que o que o homem tira Deus dá em dobro. Mas e agora, quem me dará em dobro, se do meu ponto de vista quem tira de mim é Deus e seu fucking surrealismo?
Não quero parecer hérege, ateu ou whatsoever. Quero entender, para aprender e assim não me perder.

Não quero te perder.

Não quero nos perder.

Mas quando um não quer, um sempre se perde. Que seja eu. Afinal conheço o caminho da perdição, seus efeitos e suas seduções.

It's party time all over, except here.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

tempo, tempo, mano velho

E lá se passou quase um mês desde meu último post por aqui. Tempo passa, tempo voa MESMO!

Tantas coisas aconteceram, desaconteceram e agora a mais nova jornada desse blogueiro é encontrar um roteiro de viagem barato, bacana e diversificado. O roteiro deve incluir uma cidade com pontos turísticos, acesso fácil, temperatura amena e um bom hostel. Atualmente a lista conta com as opções:
  1. Buenos Aires
  2. Foz do Iguaçu
  3. Ilha do Mel
  4. Paraty
Cada cidade tem o seu atrativo.
Ó vida, ó céus.
Tô sentindo que vou incluir uma 5a opção, e ir pra lá mesmo. Adivinha qual???